sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Propaganda volante: regulamentação já!

Estava aqui recordando os tempos em que só havia o meu grande amigo Jaime Salmerão Batistela, o popular Cambará, a serviço da propaganda volante (ou de rua), com seu corcel laranja equipado com cornetas marca Delta e amplificador 30 watts.
Não chegou a ser um monopólio de mercado, haja vista que naquela época se estabelecia um encaixe entre a oferta e a procura.
O cidade cresceu, o comércio também, o tempo passou e demanda criou-se. O "Velho Camba", ancião da propaganda popular, instaurou legados e ganhou seguidores.
Convergência no setor: alto-falantes 12, 15 e 18 polegadas, potências 1600 watts, cornetas, divisores de frequências e outras parafernálias acopladas a caixas calibradas minuciosamente para extrair o melhor som. Muita evolução para pouco progresso.
A consequência impera onde a consciência é nula. Há todo um mercado proponente a centrar uma parcela seus investimentos em propaganda volante, cientes de que para uma cidade do porte de Astorga, essa é uma mídia eficaz, e traz resultados. Por outro lado, existe a preocupação de muitos empresários relacionada com a qualidade dos serviços oferecidos pelo setor.´
Por incontáveis ocasiões, prestei esclarecimentos de que é preciso separar o joio do trigo, todavia acontece de alguns optarem pelo joio.
Trocando em miúdos: a falta de qualidade, o som em volume exagerado, a velocidade estabelecida e má fé no cumprimento da carga horária, são os motivos das principais reclamações quanto aos serviços prestados. E a velha estória se repete - todos pagam por algo que muitas vezes não consumiram.
Como profissional da área e apaixonado por propaganda, sugiro aos representantes dos poderes executivo e legislativo, e até mesmo a ACIA - Associação Comercial e Empresarial de Astorga, a criação de uma regulamentação para a classe.
Coloco que, ao meu ver, somente os veículos (carros e motos) com licença expedida pela delegacia e prefeitura possam exerecer a profissão.
Os mesmos serão obrigados a trabalhar com o volume estipulado pela lei.
Não poderão concorrer nessa atividade, veículos de estabelecimentos que exerçam qualquer outra atividade comercial para divulgação própria.
Espitular dias, e horários de início e término, com penalidades as infrações.
Ativar a fiscalização pelos orgãos competentes e disque denúncia.
Acredito que tais sugestões e outras que possam surgir a partir do conhecimento dessa postagem, possam organizar, valorizar e buscar a otimização dos resultados dessa importante ferramenta de comunicação, que há mais 40 anos contribui para informação e criação estímulos que impulsionam o comércio de Astorga.

2 comentários:

Observador Ast disse...

Muito bom este post!
Já passou da hora de regularizar o trabalho desses profissionais, que as nossas autoridades tomem as devidas providências pra que isso se torne uma realidade.

ASTORGA-URGENTE disse...

parabéns harold é isso ai tem que regulamentar isso mesmo

abraço parceiro...